10 de julho de 2014

Luiz Domingues: "gravei o disco de 1989 empurrando com a barriga".

William Kusdra, rocker responsável pelo site Disicplina Frustrada, realizou, em 20 de Junho deste ano, uma extensa entrevista com o Luiz Domingues, baixista e membro fundador d' A CHAVE DO SOL. Ao longo das 18 extensas respostas às bem sacadas perguntas, o blog: A CHAVE DO SOL foi citado. Como agradecimento, separamos as partes que consideramos fundamentais aos fãs da seminal banda de Hard Rock, que ilustramos com algumas imagens de nosso acervo.

A CHAVE DO SOL é uma banda super consagrada no cenário roqueiro brasileiro. Inclusive possui um blog onde conta a história da banda. Como foram os primeiros ensaios, os primeiros shows...Teve até uma participação especial do Percy Weiss em algumas apresentações. Conte como foram os primeiros momentos da banda.

Luiz:  Muita água passou por debaixo da ponte, antes que eu chegasse ao momento em que fundei A CHAVE DO SOL com o Rubens Gióia e Zé Luis Dinola. Nesse ínterim, eu havia crescido como músico e adquirido uma razoável experiência desde os passos iniciais de 1976 e em 1982, finalmente me achava apto para atuar numa banda autoral com propósitos sérios.
O começo da banda foi muito estimulante para mim. Era a valorização de cada primeira conquista, que era forjada na raça e determinação da banda, focada em seu objetivo.

De fato, o primeiro vocalista da banda foi o Percy Weiss, mas como convidado especial. Ele fez apenas os dois primeiros shows, e dali em diante, seguimos a nossa trajetória, tendo momentos em que assumimos o formato Power Trio ou no quarteto, com a presença de vocalistas. Além do Percy, tivemos outros quatro vocalistas na história da banda, em momentos diferentes : Verônica Luhr, Chico Dias, Fran Alves e Beto Cruz.

A banda teve fases muito boas no decorrer de sua carreira, mas confesso que a fase que mais gosto, é a desses momentos iniciais, entre 1982-1983, pela união, foco, garra e vontade de vencer que tínhamos. Claro que após os discos, exposição midiática e shows importantes, a banda alcançou vitórias expressivas e tenho ótimas lembranças de tais momentos, mas o período inicial é muito especial para mim, particularmente.


Luiz Domingues ao vivo com A CHAVE DO SOL em maio de 1984 na FAAP.
A gravação do primeiro disco da banda. Conte como foram os bastidores desse momento e como foi chegar a gravação dos álbuns seguintes.

Luiz: A gravação do primeiro disco d' A CHAVE DO SOL ocorreu em janeiro de 1984, no estúdio Mosh, em São Paulo, quando ainda ocupavam as dependências de um sobrado no bairro da Vila Pompeia, na zona oeste da cidade.

Não tínhamos muita experiência de estúdio nessa época. Eu havia gravado apenas uma faixa num disco de uma cantor de MPB, em 1980 e uma fita-demo do LÍNGUA DE TRAPO, até então. O Rubens havia gravado um compacto com a SANTA GANG, banda que geralmente abria os shows do MADE IN BRAZIL entre 1979 e 1983 e o Zé Luis só havia gravado fitas demo com sua ex-banda (CONTRABANDO, cujo guitarrista era o Tony Babalu, ex-MADE IN BRAZIL).

Mas tínhamos a nosso favor a precisão pelo esmero que tínhamos em ensaiar exaustivamente e o foco, que era total. Portanto, driblamos a inexperiência com tranquilidade, além do bom relacionamento que estabelecemos com o técnico do Mosh, um rapaz competente e solícito, que também se identificou conosco e muito nos ajudou nesse trabalho, chamado Robson T.S.

Já nos álbuns seguintes, foi muito mais tranquilo, com o amadurecimento da banda em todos os sentidos.

Com a saída do Rubens Gioia da banda, você continuou com nova formação e gravou um álbum como "The Key". Teve uma ótima repercussão mas não houve continuidade. Porque?

Luiz: A CHAVE DO SOL teve um desgaste interno muito grande por conta de termos nos iludido com as promessas vazias de um escritório de empresários que nos amarrou com um contrato de valores acachapantes. Estávamos num grande momento na metade de 1986, flertando com um voo mais alto, perto do mainstream, mas graças aos nossos esforços acumulados de quatro anos de labuta. Quando percebemos que os tais empresários estavam apenas lucrando com os contatos que nós já tínhamos, como uma sanguessuga surfista, sem nada fazer para agregar ou amplificar o "momentum", era tarde demais. Com isso, perdemos o embalo e bateu um desânimo muito grande em 1987, com conflitos internos bobos que eram perfeitamente administráveis, ganhando proporção maior do que o devido, minando-nos.

O Zé Luis foi pressionado fortemente pela família a investir num curso universitário e abraçar uma carreira tradicional e resolveu deixar a banda. Tentamos continuar, mas o clima estava ruim e assim gravamos o terceiro álbum, tirando leite de pedra, sem recursos, com pouco apoio externo e o clima ruim entre nós três sobreviventes.

Mas no final do ano, com o disco já sendo lançado, ficou insustentável a situação, pois o Rubens não quis mais participar, mas tínhamos compromissos de shows e TV para cumprir, já agendados, fora a dívida acumulada pela produção do disco, que correu por nossa conta, e sem apoio, portanto, não havia outra saída a não ser reformular a banda e prosseguir, nem que fosse só para saldar as contas.

Hoje em dia, eu lamento muito que tudo isso tenha ocorrido. Jamais quis que a banda parasse, tampouco reformulá-la com um line-up totalmente diferente. Indo além, na época eu considerei como continuidade, apesar de termos sido obrigados a mudar de nome pois o Rubens que tinha o registro oficial em sua posse, não permitiu que continuássemos a usá-lo.

Isso foi muito doloroso para mim, mas vendo hoje em dia, acho que mesmo sendo forjado a forceps, delimitou que A CHAVE DO SOL encerrara atividades e o que veio posteriormente, foi uma nova banda, ainda que identificada com a antiga, por laços artísticos.

O Beto Cruz teve um mérito extrordinário nesse processo pois liderou essa metamorfose. Confesso que estava exaurido em minhas forças e a ruptura com o Rubens havia minado a minha vontade de prosseguir, pois ficamos estremecidos dali em diante por muito tempo. Hoje estamos de bem, ainda bem e o amadurecimentos nos fez enxergar que ninguém traiu ninguém e jamais deveríamos ter parado, pela amizade e luta de tantos anos, mas simplesmente fomos vítimas das circunstâncias da época.

A despeito desse mérito incrível do Beto, que tomou toda a dianteira e reformulou a banda, eu nunca gostei do novo direcionamento que ela adotou posteriormente por conta da influência que os novos membros trouxeram. O som ficou calcado no virtuosismo extremado, com ranço de Heavy-Metal, e eu queria mais é voltar para as minhas raízes sessenta-setentistas.

Fui "empurrando com a barriga", gravei aquele álbum de 1989, mas não aguentei mais e pedi demissão.

Nada contra os novos membros, que são ótimos músicos e amigos legais, mas o direcionamento adotado nunca me agradou.

Luiz Domingues em um dos últimos shows d ' A CHAVE "SEM SOL" em 1989.
E a PATRULHA DO ESPAÇO como entrou na sua vida? Tocar ao lado de uma verdadeira lenda do rock brasileiro, o batera Rolando Junior, é um prazer enorme. Como foram esses tempos na banda. Foram 5 anos de Patrulha?

Luiz: Eis aí outra história longa...bem, aqui preciso exercer o poder da síntese, portanto, digo que após minha saída d' A CHAVE / THE KEY (a dissidência d' A CHAVE DO SOL), fiquei entre 1990 e 1991 sem uma banda autoral oficial e emendei inúmeros trabalhos efêmeros, projetos que não vingaram etc. Até que no início de 1992, recebi o convite do vocalista/guitarrista Chris Skepis para fazer parte de uma nova banda chamada PITBULLS ON CRACK, com proposta sonora e estética totalmente diferente de tudo o que fizera anteriormente na vida. Topei participar como um desafio pessoal e por lá fiquei até 1997, gerando um monte de histórias legais e com momentos até significativos, com exposição midiática, inclusive. Todavia, chegou um momento em que também me desgastei com a proposta (jamais com as pessoas, quer são meus amigos até hoje) e saí. E esse é o ponto inicial da Patrulha, embora na prática, a "nova" Patrulha só tenha se reunido para valer em 1999.

Isso porque eu resolvi montar uma banda 100% calcada na estética 60/70, sem concessões e/ou preocupações com a mídia, show business, mercado etc etc. O objetivo era fazer o som que curtia, voltando para 1968 e resgatando o molequinho que gostava dos THE BEATLES, JIMI HENDRIX EXPERIENCE e THE ROLLING STONES. Para essa empreitada com ares de "Haraquiri mercadológico", coloquei dois garotos imberbes e inexperientes, mas com um talento nato absurdo, que havia conhecido na minha sala de aulas (dei aulas de baixo entre 1987 e 1999), durante os anos noventa, chamados : Rodrigo Hid e Marcello Schevano. Era como se eu fosse um olheiro de futebol e descobrira num campinho, dois moleques, um chamado Neymar e o outro, Ronaldinho Gaúcho...

Mais que o talento nato de serem multiinstrumentistas, cantores, arranjadores e compositores, apesar da pouca idade e do anacronismo natural, eram doidos pela estética dos anos 60 e 70, sem que eu precisa-se "doutrina-los"...

Com essa dupla e a presença do meu velho amigo José Luiz Dinola (ex- A CHAVE DO SOL), passamos o fim de 1997 e o ano de 1998 inteiro ensaiando e compondo o material dessa banda que fora batizada como SIDHARTA.

Mas no início de 1999, o Zé Luis sentiu-se desconfortável pelo nosso radicalismo em soar retrô e não conseguindo nos demover dessa determinação em prol de ideias modernosas que queria introduzir, resolveu deixar a banda, infelizmente.

Sem baterista, mas com 21 músicas prontas e arranjadas na bagagem, fizemos uma lista de possíveis bateristas que se encaixariam nesse espírito retrô que queríamos. Claro que não haviam muitas opções nesse nicho assim fechado num ideal. Aí demos uma tacada ousada, convidando o Rolando Castello Junior.

Ele adorou o material e impressionou-se com a versatilidade e qualidade dos garotos, mas deu a sua "contratacada", nos demovendo da ideia de iniciar o trabalho como SIDHARTA, uma banda zero KM, sem contatos, sem apoio e sem dinheiro. Como PATRULHA DO ESPAÇO, já sairíamos com um nome de prestígio em mãos e seria mais fácil do que arrancar da estaca zero.

Dessa forma, trouxemos o material do SIDHARTA para a banda, ensaiamos os seus clássicos e assim colocamos a nave de volta no ar, com sangue novo. E o legal, é que o Junior embarcou no ideal e fez com que a Patrulha resgatasse suas próprias raízes setentistas, inclusive voltando a tocar músicas da época do Arnaldo, visto que Rodrigo e Marcello eram ambos tecladistas, também.

Luiz Domingues em foto que estampa a traseira do primeiro registro fonográfico d' A CHAVE DO SOL.
Foi um momento mágico para todos, portanto, e na minha autobio, conto com detalhes, pois propiciou um sem número de histórias. Aliás, fica o convite para ler a narrativa, no meu Blog 2, ou na comunidade Luiz Domingues do Orkut, que uso como plataforma de rascunho.

http://luiz-domingues.blogspot.com.br/
http://blogdoluizdomingues2.blogspot.com.br/
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=14081928

Conheça as bandas atuais do Luiz Domingues:

http://www.pedraonline.com.br/
http://www.reverbnation.com/kimkehloskurandeiros
http://www.reverbnation.com/artist/artist_songs/579876

Recomendamos a leitura da entrevista completa:
http://disciplinafrustrada.blogspot.com.br/2014/06/entrevista-com-o-musico-luiz-domingues.html

3 de julho de 2014

Fábio Ribeiro: "hoje é impossível ver Rock independente numa das principais emissoras do país".

Laura Gallotti, do site Brasil Metal História publicou, em 19 de junho de 2014, uma extensa entrevista com o músico Fábio Ribeiro. Considerado pelo site como o instrumentista menos lembrado nas bandas de rock, o tecladista tem carreira sólida nessa ceara complicadíssima, sendo mais lembrado pelas passagens pelo ANGRA e o SHAMAN, estando atualmente no REMOVE SILENCE. O blog: A CHAVE DO SOL foi citado na entrevista, por isso, como agradecimento, recortamos os trechos em o músico fala de sua passagem pela banda.

Confira o texto, chamado "Fábio Ribeiro: a busca pela verdade na música", integralmente, neste link:
http://www.brasilmetalhistoria.net/2014/06/fabio-ribeiro-busca-pela-verdade-na.html

Você participou da lendária banda de Hard Rock, A CHAVE DO SOL, que em 1988 passou a se chamar A CHAVE. Como foi a experiência?

Fábio: Foi uma época divertida. A CHAVE DO SOL foi minha primeira banda "profissional", que já tinha um público formado e certa estrutura. Entrei a convite de um dos roadies da banda, que estudava na mesma escola que minha namorada na época e havia ouvido uma demo da banda DESEQUILÍBRIOS, com a qual eu estava tocando após deixar o ANNUBIS. Eles estavam procurando um tecladista após a gravação do álbum “The Key” (1987). Eu nem sabia dirigir. Meu pai, também músico, sempre me apoiou e me levava aos ensaios. O primeiro show que fiz com eles foi no Teatro Mambembe em São Paulo, em dezembro de 1987, ainda com Rubens Gioia na guitarra e Ivan Busic (DR. SIN, ex-PLATINA, CHEROKEE etc), na bateria. Após a troca de formação, continuamos a viajar frequentemente. A banda também tinha um espaço razoável na mídia especializada e nos programas dedicados, na TV e no rádio. Foi uma experiência muito importante para o início da minha carreira, pois me ofereceram a oportunidade de começar bem cedo a aprender os truques da vida como músico profissional e os altos e baixos do show business underground brasileiro. Gravei um álbum com eles, “A New Revolution” (1989). Permaneci na banda até o final de 1989.

Fábio Ribeiro na época que ingressou para A CHAVE DO SOL.
Recentemente, o blog: A CHAVE DO SOL disponibilizou os videos completos do show no “Verão Vivo”, em 1988, no Guarujá, registrado pela TV Bandeirantes. Como era a recepção e a adesão do público a shows de Rock na época?

Fábio: Não creio que a recepção do público tenha mudado tanto assim. É uma coisa natural de qualquer pessoa absorver música de qualidade, desde que lhe seja apresentada. O problema está na extensão da onda de divulgação do estilo, que foi propositalmente encolhida a quase zero e que certamente reduziu este público drasticamente de lá para cá. A adesão diminuiu por esta razão. Eu não consigo visualizar hoje em dia um evento transmitido ao vivo em rede nacional por uma das principais emissoras do país com dezenas de bandas de Rock independentes, por exemplo. Mas vejo "artistas" dessa nova "música" brasileira recebendo cachês exorbitantes pagos com verbas públicas para animar eventos deste porte e simultaneamente promover arrastões e saques com sua ideologia pra lá de discutível. O que se fez com o Rock no Brasil, principalmente de uma década para cá, pode ser chamado de assassinato. Grandes, médios e pequenos estão sendo exterminados. Coisas incabíveis estão sendo esfregadas na nossa cara (...) Mas o show no “Verão Vivo” me traz ótimas lembranças. Quando A CHAVE mudou de formação, inicialmente entraram dois guitarristas - Edu Ardanuy e Theo Godinho -, fizemos alguns shows assim e depois somente o Edu permaneceu. Através dos anos participei de diversos projetos com o Theo, que faleceu recentemente. Um excelente guitarrista e grande amigo que deixou saudades.

Você também participou de outra grande banda brasileira de Hard Rock, o ANJOS DA NOITE, que teve como guitarrista em uma primeira fase o Edu Ardanuy, com quem você já havia tido contato por meio d' A CHAVE DO SOL. Como surgiu o convite para participar do grupo?

Fábio: O convite veio através do próprio Edu, que deixou A CHAVE para formar esta banda em 1989, ao lado de seu irmão, e também guitarrista, Atila e do vocalista Marco Sergio (Bavini), filho do cantor Sergio Reis. Permaneci na banda por cerca de um ano e meio. Foi uma experiência muito legal estar em uma banda que estava dando um passo além, para um reconhecimento pela grande mídia e por um público mais abrangente. Todavia, a carreira da banda foi como uma volta de montanha russa, pois o próprio estilo, o Hard Rock, já estava sendo literalmente engolido pelo Grunge lá fora e aqui no Brasil nunca teve força razoável para se tornar um estilo de música popular. Mas foi muito divertido enquanto o combustível do foguete durou.

A sua incursão pelo Rock progressivo pode ser sentida por meio da participação na banda paulistana VIOLETA DE OUTONO, que trazia um som mais psicodélico. Como foi a experiência?

Fábio: Toquei com o VIOLETA DE OUTONO entre 1997 e 2001, gravei vários trabalhos com eles, incluindo um disco ao vivo. Sempre gostei do clima da banda, desde que apareceram na cena nos anos oitenta, quando tiveram um bom destaque na mídia. Sempre os considerei mais ousados do que o que estava rolando na época, um som mais experimental, mas que ainda cativava os ouvidos mais simplistas por ser naturalmente agradável. Certa vez dividimos o palco em um festival, quando eu ainda tocava com A CHAVE DO SOL, mas viemos a nos conhecer apenas dez anos depois, em uma festa de Helloween na qual o Zé do Caixão fechou a noite com um show bizarro e um caixão de verdade foi sorteado entre os participantes. Fizemos diversos shows, muitas jams no estúdio e viajamos bastante. Um período muito agradável.

O blog: A CHAVE DO SOL tem em seu acervo outra entrevista com Fábio Ribeiro, concedida ao fã clube de ANDRÉ MATOS, em que o músico diz que se sentiu lesado por BETO CRUZ e que "A New Revolution" é seu pior registro. Confira abaixo:

http://achavedosol.blogspot.com.br/2012/04/fabio-ribeiro-tecladista-relembra-sua.html 

9 de março de 2014

A Patrulha do Sol: possivél super banda para show histórico!

Transcrição integral de texto postado originalmente no perfil do facebook do guitarrista Rubens Gióia, no dia internacional de Luta das Mulheres de 2014. Lembramos contudo, que a informação é OFICIOSA, não tem caráter oficial. Pedimos que os leitores não criem grandes expectativas, pois tal show e formação, até o presente momento, é altamente especulativo.

Caso o evento venha realmente a acontecer e com a formação citada no texto a seguir, esse blog terá todo o prazer e empenho em o divulgar. Como nota adicional de esclarecimento, lembramos que, caso aconteca, o show será COMEMORATIVO, não implicando que esse "super grupo que ainda não existe", A PATRULHA DO SOL, venha a substituir os trabalhos e projetos musicais que os (futuros) integrantes da mesma se encontram.

Caso os avisos não o/a tenha afugentado, boa viagem por este firmamento tempestuoso!


"...Tratando-se de uma oportunidade única, membros de duas das mais significativas bandas do Rock brasileiro dos anos setenta e oitenta, unem-se para um Concerto, onde suas próprias raízes se misturam e complementam a identidade de cada músico envolvido.

"Todos já passaram pela PATRULHA DO ESPAÇO e três pela A CHAVE DO SOL.

"Rolando Castello Junior fundou a PATRULHA DO ESPAÇO em 1977, junto a Arnaldo Baptista, ex- MUTANTES. Percy Weiss (ex- MADE IN BRAZIL), teve passagem marcante logo a seguir.

"Rubens Gióia e Luiz Domingues fundaram A CHAVE DO SOL em 1982. Percy Weiss foi o primeiro vocalista da banda, como convidado especial nos primeiros shows.

"Em 1989, Rolando Castello Junior convidou Rubens Gióia a ingressar na
PATRULHA DO ESPAÇO e logo a seguir gravam um novo álbum com a presença de Percy Weiss.

"No ano de 1999, a
PATRULHA DO ESPAÇO volta à cena com nova formação e Luiz Domingues é o baixista, que permanece na banda por mais de cinco anos e grava vários álbuns.

"Caminhos que se cruzaram; árvore genealógica e lógica raiz semelhante para todos os envolvidos.

"Duas bandas históricas e misturadas numa noite, para saudar os fãs dos dois trabalhos.

PATRULHA DO ESPAÇO + A CHAVE DO SOL = A PATRULHA DO SOL!!.

...que tal prá virada cultural deste ano"?


*

26 de fevereiro de 2014

Segundo capítulo da biografia da banda.

"Sim, foi uma emoção diferente estar às vésperas da estréia com A CHAVE DO SOL, pois sentia que finalmente estava reativando o sonho primordial, e acalentado no tempo do BOCA DO CÉU (...) Foi o estopim de uma carreira vitoriosa e que arrebatou fãs, sendo objeto de discussão permanente nos foruns sobre o Rock brasileiro".
Luiz Domingues.´

ESTREIA A PESO DE OURO: de Setembro a Outubro de 1982.

Para debutar nos palcos A CHAVE DO SOL contratou o, já então, veterano vocalista Percy Weiss. Havendo passado pelos grupos MADE IN BRAZIL e PATRULHA DO ESPAÇO, naquela época Weiss estava sem trabalho autoral, tocando covers na noite por dinheiro. Após ligação telefônica, o vocalista os recebeu em seu apartamento, localizado no cruzamento da Av. Brigadeiro com a Av. Paulista, em São Paulo. Em sua autobiografia, o baixista Luiz Domingues, avalia que o cantor tratou o grupo com altivez. Os jovens músicos estavam diante de alguém que admiravam e assumiram postura subserviente. Ainda que não tivessem a experiência do cantor, Rubens já havia lançado um EP com o SANTA GANG (ver edição anterior), assim como Domingues; que havia registrado o single ao vivo "Sem Indiretas" do LÍNGUA DE TRAPO. O baterista Zé Luis não havia gravado disco ainda, mas foi considerado pelo cantor como sendo "ortodoxo".



Ao contratar Percy Weiss para o primeiro show, A CHAVE DO SOL fez sua primeira dívida. O motivo foi que para garantir a presença da estrela, o guitarrista Rubens Gióia ofereceu ao músico um cachet maior do que o combinado anteriormente com o trio. O cantor não recusou. Ainda que com certo distanciamento, Weiss agiu profissionalmente nos ensaios, que foram realizados no próprio "Deixa Falar", por cortesia da proprietária do local, a Dona Sabine.

A nascente A CHAVE DO SOL dependeu também da amizade de Rolando Castello Júnior, baterista da PATRULHA DO ESPAÇO, que emprestou pedestais, caixas, microfones e um multicabo que acoplado ao P.A. que Domingues trouxe consigo do TERRA DE ASFALTO, possibilitou qualidade sonora "decente" à estreia. O "Deixa Falar" não tinha mais todo potencial de luz dos tempos que era o "Be Bop-a-Lula", já que alguns spots não mais acendiam e muitas gelatinas estavam pálidas. Sabendo que o público seria predominantemente de parentes e amigos, ficou resolvido fazer tão somente poucas filipetas, dispensando os cartazes.



Chegada a grande noite, os músicos às 16 já estavam com o palco montado e após passar em seus lares para se alimentarem, banharem e apanharem o visual de palco, às 20 horas todos voltaram ao Café Teatro. Sobre a filipeta acima, ocorreu um erro ortográfico no nome do vocalista contratado. Desculpas foram pedidas, mas se houve falha gráfica na esparsa divulgação, o show ocorreu magnificamente bem. A banda foi aplaudida fervorosamente. O público pagante foi de sessenta pessoas, entre elas o poeta Julio Revoredo, que seria parte fundamental da A CHAVE DO SOL no futuro. Pontualmente à 21 horas A CHAVE DO SOL ganhou o palco. Muitos podem estranhar este horário, mas em início dos anos 1980, os shows de rock mantinham o padrão das peças teatrais. Dos anos 1990 para cá ficou o costume das bandas começarem as apresentações depois da meia-noite.

"A primeira música foi "Purple Haze", do JIMI HENDRIX EXPERIENCE seguida de "Foxy Lady" e "Wild Thing", com o Rubens cantando. O Percy quis começar só na quarta música, para entrar de forma triunfal, e aí tocamos "Black Night", do DEEP PURPLE (...) a última música, foi , "Listening to you" do THE WHO. Deixamos "18 Horas" para o final do show, e curtimos demais a acalorada recepção do público".

Com a renda foi possível pagar o cachet "astronômico" que o Rubens havia prometido ao Percy. Sobrou uma parcela ínfima, guardada para investir na banda. Esse não foi o "único show" com o vocalista. O trio foi convidado pelo mesmo para tocar numa canja, no intervalo de uma banda cover relativamente famosa da época, chamada ÁRIES, numa apresentação no bar "790", que havia mudado de nome para "Pierrot Lunar", no bairro do Itaim-Bibi, a ser realizada na quarta-feira seguinte. Essa apresentação foi armada pelo próprio Percy, que era muito amigos dos músicos do ÁRIES.

Domingues, Gióia e Dinola na época dos primeiros ensaios na casa do guitarrista.
A CHAVE DO SOL ficou ponderando se esse seria um sinal de que o famoso cantor havia gostado da banda e doravante se tornaria um membro oficial. Não obstante ser meio de semana, a casa estava lotada, pois era uma festa fechada. No intervalo do show do ÁRIES, A CHAVE DO SOL, tendo o Perçy Weiss como vocalista, subiu no palco e tocou quatro sons covers (só tinha uma própria, instrumental, e o vocalista queria estar no palco o tempo todo). Por um joguete do destino, o apresentador Goulart de Andrade, do programa global "Comando da Madrugada" entrou na casa para entrevistar alguns presentes e filmou a banda!

"Os membros da banda ÁRIES, ficaram revoltados, pois a equipe da Rede Globo, filmou bem na hora em que estávamos nós no palco, e não eles, e pior: usando o equipamento deles...".

Uma semana depois, A CHAVE DO SOL, sem ser citada, apareceu na televisão tocando "Black Night". Essa foi a primeira aparição em televisão da banda, porém infelizmente (por outra circunstância do destino), o registro em VHS da mesma foi perdido. Voltando ao show, ao final do mesmo o Percy  procurou a banda, agradeceu a participação, e lhes disse, que não obstante ter gostado do grupo, que tinha outros projetos etc, encerrando assim sua participação na A CHAVE DO SOL.




Com o Rubens Gióia assumindo temporariamente os vocais junto à guitarra, a banda saiu marcando mais shows como power trio. Duas datas novamente no Café Teatro Deixa Falar aconteceram, 22 e 23/10, mas sem aquele "boom" da estreia, e tendo público de 10 pagantes em cada...A Dona Sabine havia novamente ajudado a banda, com um conhecido na "Folha da Tarde", atualmente chamado de "Agora", a dona do bar possibilitou a publicação de uma mini-matéria sobre a banda (ver foto na edição anterior); a primeira vez que saíram na grande mídia!

Ainda que a proprietária do antigo Be Bop-a-Lula estivesse sendo muito amiga, a banda buscou seu próprio espaço para ensaio. Por iniciativa de Gióia, que pediu a seus pais, um quarto bem grande que estava vazio em sua residência, que ficava na Rua Desembargador Aguiar Valim (uma travessa da Av. Santo Amaro, bem próximo ao Hospital São Luiz) se tornou o estúdio d' A CHAVE DO SOL. Dali em diante, durante quatro anos, aconteceram ensaios diários, quase sem interrupções, até 1986.

"Isso explica porque ao vivo, A CHAVE DO SOL tinha um padrão de excelência, pois tínhamos uma disciplina férrea. Ficávamos horas ensaiando, repetindo trechos até nos darmos por satisfeitos com a performance alcançada (...)Nos reuníamos todos os dias, das 15:00 às 22:00 em ponto. Muitas vezes, olhávamos no relógio e se faltassem dois minutos para as dez da noite, propúnhamos repassar algum detalhe para aproveitar aqueles poucos segundos. Sei que parece exagerado (e era...), mas vendo pelo lado positivo, que força de vontade"!!

Nesse inteirim, novas composições surgiram. "Luz" (Domingues), que foi carro-chefe do primeiro registro fonográfico da banda, um rock'n'roll tradicional com letra mezzo esotérica foi a primeira delas. A segunda, "Intenções" (Gióia, Dinola e Domingues), é um belíssimo jazz-rock cantando pelo baixista com letra de cunho ecológico que nunca conheceu gravação oficial.





Foi então que, novamente, o guitarrista se lembrou de alguém que ele vira se apresentando e poderia topar ser vocalista na A CHAVE DO SOL. Esse pessoa era totalmente diversa do Percy Weiss... não só em idade, carreira, como até em gênero!

Confira no terceiro capítulo.

9 de janeiro de 2014

Informações corrigidas e renovadas no Wikipedia.

Saudações!
Enquanto não entregamos a segunda parte da eletrizante biografia d' A CHAVE DO SOL, temos o prazer de anunciar que, por obra e iniciativa do baixista Luiz Domingues, o artigo referente ao grupo no site Wikipedia foi revisado e corrigido. A enciclopédia digital cresce em importância e popularidade diariamente, portanto, corrigir desvios crassos de informações, o que já se fazia necessário por só por existir um registro com informações desviadas, era urgente.

Pedimos aos fãs, amigos, e quem mais estiver lendo esta postagem, que acesse o link abaixo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Chave_do_Sol
Luiz Domingues ao vivo com A CHAVE DO SOL no Victoria's Pub em 1983.
Essa mesma página já se encontra disponível em nossas sugestões de "Sites Relacionados". Em seu texto solo, o baixista conseguiu o mérito de exercer a síntese, sem com isso omitir ou retirar informações relevantes; não só sobre a bandas, como TODOS seus ex-integrantes. Muito lamentavelmente, por uma burocracia da própria Wikipedia, não foi possível linkar os blogs, esse e os do autor à enciclopédia.

Encerramos, lembrando aos fãs que este blog, os do Luiz Domingues (a quem somos muito agradecidos) e a Wikipedia, são os canais mais fiéis para informações sobre A CHAVE DO SOL. Desencorajamos a leitura de outros sites mais "famosos" como o  Metaleros.de e Spirit of Metal, pois os mesmos, muito lamentavelmente, trazem informações tendenciosas e/ou incorretas (como o tal "disco supostamente lançado" em 1992).

Aproveitamos, já que é a primeira postagem do ano, para desejar um 2014 "rocker" a todos acessam esta página.
*
Willba Dissidente.

3 de dezembro de 2013

Capitulo inicial da Biografia da banda

Em outros momentos deste site já esboçamos um projeto de biografia d' A CHAVE DO SOL. Começamos com os anos finais da banda, 1988-91, depois abordamos a fase Verônica Luhr, entre o fim de 1982 e o princípio do ano seguinte. À partir de agora, entretanto, nos valeremos da autobiografia da banda, escrita pelo baixista e amigo Luiz Domingues em seu blog, para recontar e reescrever este capítulo marcante do rock pesado brasileiro. O que você, intrépido leitor encontra aqui não é a transcrição literal dos textos do membro fundador feitos com base em postagens no orkut, mas uma remontagem deles; transmutação essa que esperamos que seja do vosso agrado.

"Portanto, A CHAVE DO SOL representava para mim, a chance de reativar o sonho primordial, interrompido há pelo menos 3 anos".
Luiz Domingues.

FORJADA NO SOL DE DOIS SONHOS: de Julho a Setembro de 1982.

Começando sua carreira em 1976, o baixista Luiz Domingues tinha o sonho de ser um não um mero músico ou artista, mas um rocker. A luta para começar a trazer para realidade o que antes estava no reino onírico, começou com a banda BOCA DO CÉU. Após três anos, não obstante não ter gravado registro, que foram compostos, o grupo se metamorfoseou no LINGUA DE TRAPO, que por suas letras mais cômicas, se afastou do ideal rock'n'roll. O mesmo se deu em acompanhar artistas de brega e MPB, o mais perto do rocker que nosso baixista chegou foi o TERRA NO ASFALTO, porém essa era uma banda cover.



O guitarrista Rubens Gióia partilhava deste mesmo ideal, porém sua incursão pela realidade de Morfeu e dos mundanos foi diferente. Ele acabara de lançar o EP "Simplesmente Rock'n'Roll" com o grupo SANTA GANG, que revelou o baterista Charles Gavan dos TITÃS. Entretanto, sua primeira banda se chamava A CHAVE DO SOL, com o qual ele se apresentou em diversas shows menores entre 1978-80 (um deles abordado na entrevista feita para este blog). Neste ínterim  A CHAVE DO SOL esteve desligada e ele continuava à busca de músicos rockers que partilhassem desse seu ideal.



Desanimado e incomodado com o fato de tocar covers, o TERRA NO ASFALTO estava resumido ao guitarrista Gereba e o vocalista Paulo Eugênio, além do referido baixista. Na tentativa de reformular a banda, a Dona Sabine, francesa radicada no Brasil que era proprietária do "Café Teatro Deixa Falar", sugeriu a Luiz Domingues um jovem guitarrista que namorava, na época, a sua filha, chamado Rubens Gióia. O TERRA NO ASFALTO desde então se desfez, cedendo sua luz à versão definitiva d' A CHAVE DO SOL.

Começaram os ensaios entre os dois novos amigos na casa do guitarrista. Ainda que já tivesse pensando em José Luis Dinola para a bateria, o vaga ficou para Edmundo. Este era amigo do vocalista do TERRA NO ASFALTO, já havendo cedido sua casa para ensaios e ainda que não tocasse regularmente, Domingues acreditou que a amizade valeria o convite. Foram dois ensaios realizados no próprio "Deixa Falar", no qual o baterista demonstrou técnica, comprometimento e entusiasmo, ainda que visivelmente afetado pela falta de prática. No terceiro encontro, Edmundo não apareceu sendo a dupla comunicada pelo pai do baterista que ele se afastaria do grupo por questões pessoais.



Luiz então convenceu Rubens a chamarem Luis Dinola. Os xaras se conheceram em 1980, quando o guitarrista Pitico, irmão de um amigo do baixista chamado Pituco (com quem Luiz participou de uma banda paralela chamada CONTRABANDO), o chamou para alguns ensaios como power trio. Foram feitos somente três ensaios. Porém da dissolução deste veio, dois anos depois, a ideia que gerou a formação clássica da A CHAVE DO SOL.

 O nome A CHAVE DO SOL era composto, enorme, com preposição e artigo, dúbio, portanto sujeito à interpretações errôneas e um tanto piegas".
Luiz Domingues.

Desde o primeiro o nome da nova banda seria A CHAVE DO SOL. O dois outros membros não o aceitaram de princípio, porém acabaram concordando com o argumento sentimental do guitarrista e do significado afetivo deste. O nome porém gerava curiosidade e interesse por parte dos fãs, dando grande visibilidade ao conjunto. Negativamente, ele era constantemente fonte de constrangimento na mídia (onde era grafado ou pronunciado erroneamente). Posteriormente, com saída de Gióia em 1988, o grupo passaria a ser chamar A CHAVE, nome homônimo ao grupo paranaense dos anos 1970.

Entretanto, e voltando a 1982, o nome "colou" tanto instantaneamente como a nova formação e os ensaios de seguiram com a criação da música próprio "18 Horas", que inicialmente se chamaria "Rush". Como covers, o trio levava JIMI HENDRIX EXPERIENCE, TEN YEARS AFTER, DEEP PURPLE, QUEEN, MUTANTES, JEFF BECK, NIEL YOUNG e ROLLING STONES. Entrosamento de vento em pompa, o guitarrista e vocalista Rubens Gióia marca, polemica e temerariamente a apresentação de estréia d' A CHAVE DO SOL.


Primeira foto d' A CHAVE DO SOL publicada na grande mídia.

O grupo debutou no palco no dia 25 de setembro de 1982, no "Teatro Cafe Deixa Falar". Para este show de estreia, A CHAVE DO SOL contou com um vocalista convidado, pois não obstante o Rubens cantar afinadamente, eles sentiam a necessidade de um frontman. Novamente, Gióia teve um repente polemico e radical de quem se encarregaria do microfone nesse pontapé inicial.

Quer saber quem? Espero nosso próximo capítulo.

17 de setembro de 2013

Músicas inéditas resgatadas do Projeto Sp Metal, de 1985.

José Luis Dinola ao vivo no CCSP em 1987.

With a BIG HELP from our friends, o blog: A CHAVE DO SOL tem o prazer de disponibilizar duas composições inéditas da banda que dá nome ao site. Estas duas músicas, registradas ao vivo não foram gravadas nem em demo. Enquanto uma delas foi registrada também em vídeo pela Fábrica do Som (Tv Cultura), a outra constitui a única versão existente.

Registradas ao vivo no Teatro Lira Paulistana no ano de 1985, essas preciosidades foram encontradas na Web  no site PIRATA DO ROCK pelo nosso amigo, radialista e fã d' A CHAVE DO SOL, o querido BOLÍVIA ROCK. "Uma pena que a gravação seja muito ruim. Era uma fita K7, com um tape deck caseiro, espetado na mandada de retorno", revelou o baixista Luiz Domingues, que considera que, não obstante a qualidade, "vale como registro histórico". O membro oficial ainda contou ao blog que já conhecia esse material, visto que ele foi originalmente lançado pelo "próprio produtor desse show no Lira Paulistana, o Antonio Celso Barbieri, em seu site 'Memórias do Rock Brasileiro'. O Barbieri produziu muitos shows de Rock em SP, entre 1984 e 1987".

CLIQUE AQUI PARA COPIAR AS MÚSICAS "Dama da Noite" e "Atila".


A primeira música, como quase nove minutos de duração, é essa que não existe outro registro. Trata-se de uma balada chamada "Dama da Noite". A gravação desta está cortada, ela começa com uma insinuação da instrumental "18 Horas", seguido por um trecho de improvisos do Rubens, inclusive uma menção honrosa ao Alvin Lee, fabuloso guitarrista do TEN YEARS AFTER, que emenda na balada na voz e guitarra e fecha com o final de "Luz". A segunda faixa, instrumental, nunca registrada em disco, chama-se "Atila".




A postagem original do site PIRATA DO ROCK (http://piratarockk.blogspot.com.br/), inclui ainda VIPER, EXCALIBUR e SABOTAGEM.

CLIQUE aqui para conferir as demais bandas nesse cd duplo.


A rádio do site "Memórias do Rock Brasileiro" (http://www.celsobarbieri.co.uk/), de autoria de Celso Barbieri, que liberou originalmente as músicas.

CLIQUE aqui para conferir as músicas d' A CHAVE DO SOL no formato streaming

Rubens Gióia - Guitarra e Vocal
Luiz Domingues - Baixo
José Luis Dinola - Bateria

Encerramos com agradecimentos ao Bolívia Rock, sem o qual esse post não existiria, ao Luiz Domingues, por todas explicações, e ao Celso, pela gravação.