9 de março de 2014

A Patrulha do Sol: possivél super banda para show histórico!

Transcrição integral de texto postado originalmente no perfil do facebook do guitarrista Rubens Gióia, no dia internacional de Luta das Mulheres de 2014. Lembramos contudo, que a informação é OFICIOSA, não tem caráter oficial. Pedimos que os leitores não criem grandes expectativas, pois tal show e formação, até o presente momento, é altamente especulativo.

Caso o evento venha realmente a acontecer e com a formação citada no texto a seguir, esse blog terá todo o prazer e empenho em o divulgar. Como nota adicional de esclarecimento, lembramos que, caso aconteca, o show será COMEMORATIVO, não implicando que esse "super grupo que ainda não existe", A PATRULHA DO SOL, venha a substituir os trabalhos e projetos musicais que os (futuros) integrantes da mesma se encontram.

Caso os avisos não o/a tenha afugentado, boa viagem por este firmamento tempestuoso!


"...Tratando-se de uma oportunidade única, membros de duas das mais significativas bandas do Rock brasileiro dos anos setenta e oitenta, unem-se para um Concerto, onde suas próprias raízes se misturam e complementam a identidade de cada músico envolvido.

"Todos já passaram pela PATRULHA DO ESPAÇO e três pela A CHAVE DO SOL.

"Rolando Castello Junior fundou a PATRULHA DO ESPAÇO em 1977, junto a Arnaldo Baptista, ex- MUTANTES. Percy Weiss (ex- MADE IN BRAZIL), teve passagem marcante logo a seguir.

"Rubens Gióia e Luiz Domingues fundaram A CHAVE DO SOL em 1982. Percy Weiss foi o primeiro vocalista da banda, como convidado especial nos primeiros shows.

"Em 1989, Rolando Castello Junior convidou Rubens Gióia a ingressar na
PATRULHA DO ESPAÇO e logo a seguir gravam um novo álbum com a presença de Percy Weiss.

"No ano de 1999, a
PATRULHA DO ESPAÇO volta à cena com nova formação e Luiz Domingues é o baixista, que permanece na banda por mais de cinco anos e grava vários álbuns.

"Caminhos que se cruzaram; árvore genealógica e lógica raiz semelhante para todos os envolvidos.

"Duas bandas históricas e misturadas numa noite, para saudar os fãs dos dois trabalhos.

PATRULHA DO ESPAÇO + A CHAVE DO SOL = A PATRULHA DO SOL!!.

...que tal prá virada cultural deste ano"?


*

26 de fevereiro de 2014

Segundo capítulo da biografia da banda.

"Sim, foi uma emoção diferente estar às vésperas da estréia com A CHAVE DO SOL, pois sentia que finalmente estava reativando o sonho primordial, e acalentado no tempo do BOCA DO CÉU (...) Foi o estopim de uma carreira vitoriosa e que arrebatou fãs, sendo objeto de discussão permanente nos foruns sobre o Rock brasileiro".
Luiz Domingues.´

ESTREIA A PESO DE OURO: de Setembro a Outubro de 1982.

Para debutar nos palcos A CHAVE DO SOL contratou o, já então, veterano vocalista Percy Weiss. Havendo passado pelos grupos MADE IN BRAZIL e PATRULHA DO ESPAÇO, naquela época Weiss estava sem trabalho autoral, tocando covers na noite por dinheiro. Após ligação telefônica, o vocalista os recebeu em seu apartamento, localizado no cruzamento da Av. Brigadeiro com a Av. Paulista, em São Paulo. Em sua autobiografia, o baixista Luiz Domingues, avalia que o cantor tratou o grupo com altivez. Os jovens músicos estavam diante de alguém que admiravam e assumiram postura subserviente. Ainda que não tivessem a experiência do cantor, Rubens já havia lançado um EP com o SANTA GANG (ver edição anterior), assim como Domingues; que havia registrado o single ao vivo "Sem Indiretas" do LÍNGUA DE TRAPO. O baterista Zé Luis não havia gravado disco ainda, mas foi considerado pelo cantor como sendo "ortodoxo".



Ao contratar Percy Weiss para o primeiro show, A CHAVE DO SOL fez sua primeira dívida. O motivo foi que para garantir a presença da estrela, o guitarrista Rubens Gióia ofereceu ao músico um cachet maior do que o combinado anteriormente com o trio. O cantor não recusou. Ainda que com certo distanciamento, Weiss agiu profissionalmente nos ensaios, que foram realizados no próprio "Deixa Falar", por cortesia da proprietária do local, a Dona Sabine.

A nascente A CHAVE DO SOL dependeu também da amizade de Rolando Castello Júnior, baterista da PATRULHA DO ESPAÇO, que emprestou pedestais, caixas, microfones e um multicabo que acoplado ao P.A. que Domingues trouxe consigo do TERRA DE ASFALTO, possibilitou qualidade sonora "decente" à estreia. O "Deixa Falar" não tinha mais todo potencial de luz dos tempos que era o "Be Bop-a-Lula", já que alguns spots não mais acendiam e muitas gelatinas estavam pálidas. Sabendo que o público seria predominantemente de parentes e amigos, ficou resolvido fazer tão somente poucas filipetas, dispensando os cartazes.



Chegada a grande noite, os músicos às 16 já estavam com o palco montado e após passar em seus lares para se alimentarem, banharem e apanharem o visual de palco, às 20 horas todos voltaram ao Café Teatro. Sobre a filipeta acima, ocorreu um erro ortográfico no nome do vocalista contratado. Desculpas foram pedidas, mas se houve falha gráfica na esparsa divulgação, o show ocorreu magnificamente bem. A banda foi aplaudida fervorosamente. O público pagante foi de sessenta pessoas, entre elas o poeta Julio Revoredo, que seria parte fundamental da A CHAVE DO SOL no futuro. Pontualmente à 21 horas A CHAVE DO SOL ganhou o palco. Muitos podem estranhar este horário, mas em início dos anos 1980, os shows de rock mantinham o padrão das peças teatrais. Dos anos 1990 para cá ficou o costume das bandas começarem as apresentações depois da meia-noite.

"A primeira música foi "Purple Haze", do JIMI HENDRIX EXPERIENCE seguida de "Foxy Lady" e "Wild Thing", com o Rubens cantando. O Percy quis começar só na quarta música, para entrar de forma triunfal, e aí tocamos "Black Night", do DEEP PURPLE (...) a última música, foi , "Listening to you" do THE WHO. Deixamos "18 Horas" para o final do show, e curtimos demais a acalorada recepção do público".

Com a renda foi possível pagar o cachet "astronômico" que o Rubens havia prometido ao Percy. Sobrou uma parcela ínfima, guardada para investir na banda. Esse não foi o "único show" com o vocalista. O trio foi convidado pelo mesmo para tocar numa canja, no intervalo de uma banda cover relativamente famosa da época, chamada ÁRIES, numa apresentação no bar "790", que havia mudado de nome para "Pierrot Lunar", no bairro do Itaim-Bibi, a ser realizada na quarta-feira seguinte.

Domingues, Gióia e Dinola na época dos primeiros ensaios na casa do guitarrista.
A CHAVE DO SOL ficou ponderando se esse seria um sinal de que o famoso cantor havia gostado da banda e doravante se tornaria um membro oficial. Não obstante ser meio de semana, a casa estava lotada, pois era uma festa fechada. No intervalo do show do ÁRIES, A CHAVE DO SOL, tendo o Perçy Weiss como vocalista, subiu no palco e tocou quatro sons covers (só tinha uma própria, instrumental, e o vocalista queria estar no palco o tempo todo). Por um joguete do destino, o apresentador Goulart de Andrade, do programa global "Comando da Madrugada" entrou na casa para entrevistar alguns presentes e filmou a banda!

"Os membros da banda ÁRIES, ficaram revoltados, pois a equipe da Rede Globo, filmou bem na hora em que estávamos nós no palco, e não eles, e pior: usando o equipamento deles...".
Uma semana depois, A CHAVE DO SOL, sem ser citada, apareceu na televisão tocando "Black Night". Essa foi a primeira aparição em televisão da banda, porém infelizmente (por outra circunstância do destino), o registro em VHS da mesma foi perdido. Voltando ao show, ao final do mesmo o Percy  procurou a banda, agradeceu a participação, e lhes disse, que não obstante ter gostado do grupo, que tinha outros projetos etc, encerrando assim sua participação na A CHAVE DO SOL.

Com o Rubens Gióia assumindo temporariamente os vocais junto à guitarra, a banda saiu marcando mais shows como power trio. Duas datas novamente no Café Teatro Deixa Falar aconteceram, 22 e 23/10, mas sem aquele "boom" da estreia, e tendo público de 10 pagantes em cada...A Dona Sabine havia novamente ajudado a banda, com um conhecido na "Folha da Tarde", atualmente chamado de "Agora", a dona do bar possibilitou a publicação de uma mini-matéria sobre a banda (ver foto na edição anterior); a primeira vez que saíram na grande mídia!

Ainda que a proprietária do antigo Be Bop-a-Lula estivesse sendo muito amiga, a banda buscou seu próprio espaço para ensaio. Por iniciativa de Gióia, que pediu a seus pais, um quarto bem grande que estava vazio em sua residência, que ficava na Rua Desembargador Aguiar Valim (uma travessa da Av. Santo Amaro, bem próximo ao Hospital São Luiz) se tornou o estúdio d' A CHAVE DO SOL. Dali em diante, durante quatro anos, aconteceram ensaios diários, quase sem interrupções, até 1986.

"Isso explica porque ao vivo, A CHAVE DO SOL tinha um padrão de excelência, pois tínhamos uma disciplina férrea. Ficávamos horas ensaiando, repetindo trechos até nos darmos por satisfeitos com a performance alcançada (...)Nos reuníamos todos os dias, das 15:00 às 22:00 em ponto. Muitas vezes, olhávamos no relógio e se faltassem dois minutos para as dez da noite, propúnhamos repassar algum detalhe para aproveitar aqueles poucos segundos. Sei que parece exagerado (e era...), mas vendo pelo lado positivo, que força de vontade"!!

Nesse inteirim, novas composições surgiram. "Luz" (Domingues), que foi carro-chefe do primeiro registro fonográfico da banda, um rock'n'roll tradicional com letra mezzo esotérica foi a primeira delas. A segunda, "Intenções" (Gióia, Dinola e Domingues), é um belíssimo jazz-rock cantando pelo baixista com letra de cunho ecológico que nunca conheceu gravação oficial.




Foi então que, novamente, o guitarrista se lembrou de alguém que ele vira se apresentando e poderia topar ser vocalista na A CHAVE DO SOL. Esse pessoa era totalmente diversa do Percy Weiss... não só em idade, carreira, como até em gênero!

Confira no terceiro capítulo.

9 de janeiro de 2014

Informações corrigidas e renovadas no Wikipedia.

Saudações!
Enquanto não entregamos a segunda parte da eletrizante biografia d' A CHAVE DO SOL, temos o prazer de anunciar que, por obra e iniciativa do baixista Luiz Domingues, o artigo referente ao grupo no site Wikipedia foi revisado e corrigido. A enciclopédia digital cresce em importância e popularidade diariamente, portanto, corrigir desvios crassos de informações, o que já se fazia necessário por só por existir um registro com informações desviadas, era urgente.

Pedimos aos fãs, amigos, e quem mais estiver lendo esta postagem, que acesse o link abaixo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Chave_do_Sol
Luiz Domingues ao vivo com A CHAVE DO SOL no Victoria's Pub em 1983.
Essa mesma página já se encontra disponível em nossas sugestões de "Sites Relacionados". Em seu texto solo, o baixista conseguiu o mérito de exercer a síntese, sem com isso omitir ou retirar informações relevantes; não só sobre a bandas, como TODOS seus ex-integrantes. Muito lamentavelmente, por uma burocracia da própria Wikipedia, não foi possível linkar os blogs, esse e os do autor à enciclopédia.

Encerramos, lembrando aos fãs que este blog, os do Luiz Domingues (a quem somos muito agradecidos) e a Wikipedia, são os canais mais fiéis para informações sobre A CHAVE DO SOL. Desencorajamos a leitura de outros sites mais "famosos" como o  Metaleros.de e Spirit of Metal, pois os mesmos, muito lamentavelmente, trazem informações tendenciosas e/ou incorretas (como o tal "disco supostamente lançado" em 1992).

Aproveitamos, já que é a primeira postagem do ano, para desejar um 2014 "rocker" a todos acessam esta página.
*
Willba Dissidente.

3 de dezembro de 2013

Capitulo inicial da Biografia da banda

Em outros momentos deste site já esboçamos um projeto de biografia d' A CHAVE DO SOL. Começamos com os anos finais da banda, 1988-91, depois abordamos a fase Verônica Luhr, entre o fim de 1982 e o princípio do ano seguinte. À partir de agora, entretanto, nos valeremos da autobiografia da banda, escrita pelo baixista e amigo Luiz Domingues em seu blog, para recontar e reescrever este capítulo marcante do rock pesado brasileiro. O que você, intrépido leitor encontra aqui não é a transcrição literal dos textos do membro fundador feitos com base em postagens no orkut, mas uma remontagem deles; transmutação essa que esperamos que seja do vosso agrado.

"Portanto, A CHAVE DO SOL representava para mim, a chance de reativar o sonho primordial, interrompido há pelo menos 3 anos".
Luiz Domingues.

FORJADA NO SOL DE DOIS SONHOS: de Julho a Setembro de 1982.

Começando sua carreira em 1976, o baixista Luiz Domingues tinha o sonho de ser um não um mero músico ou artista, mas um rocker. A luta para começar a trazer para realidade o que antes estava no reino onírico, começou com a banda BOCA DO CÉU. Após três anos, não obstante não ter gravado registro, que foram compostos, o grupo se metamorfoseou no LINGUA DE TRAPO, que por suas letras mais cômicas, se afastou do ideal rock'n'roll. O mesmo se deu em acompanhar artistas de brega e MPB, o mais perto do rocker que nosso baixista chegou foi o TERRA NO ASFALTO, porém essa era uma banda cover.



O guitarrista Rubens Gióia partilhava deste mesmo ideal, porém sua incursão pela realidade de Morfeu e dos mundanos foi diferente. Ele acabara de lançar o EP "Simplesmente Rock'n'Roll" com o grupo SANTA GANG, que revelou o baterista Charles Gavan dos TITÃS. Entretanto, sua primeira banda se chamava A CHAVE DO SOL, com o qual ele se apresentou em diversas shows menores entre 1978-80 (um deles abordado na entrevista feita para este blog). Neste ínterim  A CHAVE DO SOL esteve desligada e ele continuava à busca de músicos rockers que partilhassem desse seu ideal.



Desanimado e incomodado com o fato de tocar covers, o TERRA NO ASFALTO estava resumido ao guitarrista Gereba e o vocalista Paulo Eugênio, além do referido baixista. Na tentativa de reformular a banda, a Dona Sabine, francesa radicada no Brasil que era proprietária do "Café Teatro Deixa Falar", sugeriu a Luiz Domingues um jovem guitarrista que namorava, na época, a sua filha, chamado Rubens Gióia. O TERRA NO ASFALTO desde então se desfez, cedendo sua luz à versão definitiva d' A CHAVE DO SOL.

Começaram os ensaios entre os dois novos amigos na casa do guitarrista. Ainda que já tivesse pensando em José Luis Dinola para a bateria, o vaga ficou para Edmundo. Este era amigo do vocalista do TERRA NO ASFALTO, já havendo cedido sua casa para ensaios e ainda que não tocasse regularmente, Domingues acreditou que a amizade valeria o convite. Foram dois ensaios realizados no próprio "Deixa Falar", no qual o baterista demonstrou técnica, comprometimento e entusiasmo, ainda que visivelmente afetado pela falta de prática. No terceiro encontro, Edmundo não apareceu sendo a dupla comunicada pelo pai do baterista que ele se afastaria do grupo por questões pessoais.



Luiz então convenceu Rubens a chamarem Luis Dinola. Os xaras se conheceram em 1980, quando o guitarrista Pitico, irmão de um amigo do baixista chamado Pituco (com quem Luiz participou de uma banda paralela chamada CONTRABANDO), o chamou para alguns ensaios como power trio. Foram feitos somente três ensaios. Porém da dissolução deste veio, dois anos depois, a ideia que gerou a formação clássica da A CHAVE DO SOL.

 O nome A CHAVE DO SOL era composto, enorme, com preposição e artigo, dúbio, portanto sujeito à interpretações errôneas e um tanto piegas".
Luiz Domingues.

Desde o primeiro o nome da nova banda seria A CHAVE DO SOL. O dois outros membros não o aceitaram de princípio, porém acabaram concordando com o argumento sentimental do guitarrista e do significado afetivo deste. O nome porém gerava curiosidade e interesse por parte dos fãs, dando grande visibilidade ao conjunto. Negativamente, ele era constantemente fonte de constrangimento na mídia (onde era grafado ou pronunciado erroneamente). Posteriormente, com saída de Gióia em 1988, o grupo passaria a ser chamar A CHAVE, nome homônimo ao grupo paranaense dos anos 1970.

Entretanto, e voltando a 1982, o nome "colou" tanto instantaneamente como a nova formação e os ensaios de seguiram com a criação da música próprio "18 Horas", que inicialmente se chamaria "Rush". Como covers, o trio levava JIMI HENDRIX EXPERIENCE, TEN YEARS AFTER, DEEP PURPLE, QUEEN, MUTANTES, JEFF BECK, NIEL YOUNG e ROLLING STONES. Entrosamento de vento em pompa, o guitarrista e vocalista Rubens Gióia marca, polemica e temerariamente a apresentação de estréia d' A CHAVE DO SOL.


Primeira foto d' A CHAVE DO SOL publicada na grande mídia.

O grupo debutou no palco no dia 25 de setembro de 1982, no "Teatro Cafe Deixa Falar". Para este show de estreia, A CHAVE DO SOL contou com um vocalista convidado, pois não obstante o Rubens cantar afinadamente, eles sentiam a necessidade de um frontman. Novamente, Gióia teve um repente polemico e radical de quem se encarregaria do microfone nesse pontapé inicial.

Quer saber quem? Espero nosso próximo capítulo.

17 de setembro de 2013

Músicas inéditas resgatadas do Projeto Sp Metal, de 1985.

José Luis Dinola ao vivo no CCSP em 1987.

With a BIG HELP from our friends, o blog: A CHAVE DO SOL tem o prazer de disponibilizar duas composições inéditas da banda que dá nome ao site. Estas duas músicas, registradas ao vivo não foram gravadas nem em demo. Enquanto uma delas foi registrada também em vídeo pela Fábrica do Som (Tv Cultura), a outra constitui a única versão existente.

Registradas ao vivo no Teatro Lira Paulistana no ano de 1985, essas preciosidades foram encontradas na Web  no site PIRATA DO ROCK pelo nosso amigo, radialista e fã d' A CHAVE DO SOL, o querido BOLÍVIA ROCK. "Uma pena que a gravação seja muito ruim. Era uma fita K7, com um tape deck caseiro, espetado na mandada de retorno", revelou o baixista Luiz Domingues, que considera que, não obstante a qualidade, "vale como registro histórico". O membro oficial ainda contou ao blog que já conhecia esse material, visto que ele foi originalmente lançado pelo "próprio produtor desse show no Lira Paulistana, o Antonio Celso Barbieri, em seu site 'Memórias do Rock Brasileiro'. O Barbieri produziu muitos shows de Rock em SP, entre 1984 e 1987".

CLIQUE AQUI PARA COPIAR AS MÚSICAS "Dama da Noite" e "Atila".


A primeira música, como quase nove minutos de duração, é essa que não existe outro registro. Trata-se de uma balada chamada "Dama da Noite". A gravação desta está cortada, ela começa com uma insinuação da instrumental "18 Horas", seguido por um trecho de improvisos do Rubens, inclusive uma menção honrosa ao Alvin Lee, fabuloso guitarrista do TEN YEARS AFTER, que emenda na balada na voz e guitarra e fecha com o final de "Luz". A segunda faixa, instrumental, nunca registrada em disco, chama-se "Atila".




A postagem original do site PIRATA DO ROCK (http://piratarockk.blogspot.com.br/), inclui ainda VIPER, EXCALIBUR e SABOTAGEM.

CLIQUE aqui para conferir as demais bandas nesse cd duplo.


A rádio do site "Memórias do Rock Brasileiro" (http://www.celsobarbieri.co.uk/), de autoria de Celso Barbieri, que liberou originalmente as músicas.

CLIQUE aqui para conferir as músicas d' A CHAVE DO SOL no formato streaming

Rubens Gióia - Guitarra e Vocal
Luiz Domingues - Baixo
José Luis Dinola - Bateria

Encerramos com agradecimentos ao Bolívia Rock, sem o qual esse post não existiria, ao Luiz Domingues, por todas explicações, e ao Celso, pela gravação.

17 de agosto de 2013

Guia Metal Nacional, registro máximo dos anos 80


 Em 1986, o underground brasileiro fervilhava com as bandas de Metal. A semente plantada nove anos antes com a formação do STRESS (Pará), seguido pelo SHOCK, em 1979 (Paraíba), gerava frutos por todo território nacional. Ainda que à contragosto, o festival burguês da rede globo atraiu mais e mais interesse do público ao "movimento" dos headbangers. Mais discos eram aqui lançados, retroalimentando a fórmula que fazia mais pessoas se interessarem pelo estilo e formarem seus próprios grupos. Evidentemente, não era um mar de rosas. Ainda assim, essa foi uma "época de ouro" para quem viveu e, posteriormente, quem aprecia o som pesado feito no Brasil.

Assim, uma publicação que simboliza essa época é o GUIA METAL NACIONAL, material hoje disputadíssimo entre colecionadores e aficionados pelo estilo. Lançado como um encarte em preto e branco, formatinho e papel fininho, na edição nº30, esse "livrinho" apresentava as bandas que o periódico de origem carioca (nota do editor: que continua sendo a melhor publicação dedicado ao Metal no Brasil), considerava as mais promissoras e emergentes. Uma publicação feita no "olho do furação", enquanto tudo acontecia, e que estampa A CHAVE DO SOL na capa.

Tamanha era a popularidade do grupo, pois ainda que flertasse constante com o Heavy, era um grupo de Hard Rock; mais ainda, não sendo desrespeitoso, era a banda "menos metal" da publicação. Bandas hoje das mais referenciadas como Dorsal Atlântica e Sepultura, que hoje estampariam a capa de qualquer publicação do som pesado, cederam espaço ao nosso quarteto. Como tem ocorrido sempre, optei por publicar o GUIA inteiro, não somente a parte referente À CHAVE DO SOL.

Clique ao lado das miniaturas (**) para ver as páginas com grande resolução e aproveitem a viagem!.

** Capa e Contracapa (IRON MAIDEN)



** Dentro: propaganda do QUEEN & Introdução.












 ** São Paulo: INOX, PLATINA & A CHAVE DO SOL.











 ** São Paulo: CENTÚRIAS, VULCANO & VÍRUS

Rio Grande do Sul: LEVIAETHAN









 ** Rio Grande do Sul: ASTAROTH
Rio de Janeiro: DORSAL ATLÂNTICA










 

 ** Rio de Janeiro: TAURUS, AZUL LIMÃO & STRESS.









 ** Rio de Janeiro: METALMORPHOSE (que mudaria de nome para Metalmofose)& ROBERTINHO DE RECIFE.

 Minas Gerais: SEPULTURA & OVERDOSE.







 
 ** Minas Gerais: KAMIKAZE













Para quem ama fazer aquela crítica de que "falou essa, aquela e uma outra" banda, lembro que ao final de cada estado, outros grupos pesados (do hard do extremo), que não entraram no Guia são citados. Claro que se fazia Metal em todo o Brasil  (não era algo restrito a MG, RJ, SP e RS), porém isso também é demonstrativo da dificuldade que os "canais especializados" tinham para acompanhar tudo que ocorria, em menor escala (já que movimentação financeira e aglomeração humana eram requisitos na época para o surgimento de músicos), assim como essas próprias bandas tinham para divulgar seu trabalho.


Agradecimentos à minha namorada Nádia Schenker.
Willba.

27 de maio de 2013

O lançamento literal do disco do primeiro disco.

Um fato pitoresco na carreira d' A CHAVE DO SOL acaba de ser divulgado no youtube. Trata-se de quando, ao arremessar para a platéia um disco da banda no formato compacto, o baixista Luiz Domingues fez o vinil ir parar no teto do teatro do teatro do Sesc Pompéia. O cômico incidente ocorreu no dia 26 de junho de 1984, durante a apresentação de duas músicas do grupo no programa A Fábrica do Som, na tevê Cultura. Confira abaixo:



Pensando que essa cópia do primeiro registro fonográfico da banda havia sido perdido, o baixista foi surpreendido no camarim quando um fã apareceu com o referido disco para ser autografado. Atônito, Domingues não pode deixar de perguntar como o sujeito havia tido coragem de escalar a parede do teatro para acessar o teto. A resposta foi ainda mais surreal: ele estava acostumado a realizar tais ações, pois era bombeiro.

Antes do "lançamento literal" do disco, a banda havia executado a música "Luz":



Depois disso,  A CHAVE DO SOL encerrou sua quinta participação no programa de televisão com a música "Anjo Rebelde". Detalhe que essa versão, anterior à entrada do vocalista Fran (que à época estava no ANO LUZ), é diferente da que ficou imortalizada no E.P. lançado em 1985, também pela Baratos Afins.  Assista no vídeo abaixo:




Os créditos pelos vídeos vão para o portal Orra Meu, (http://orrameu.com/), novamente disponibilizando material história d' A CHAVE DO SOL para os fãs.

A CHAVE DO SOL:

Rubens Gióia - Guitarra e Voz.
José Luis Dinola - Bateria e Voz.
Luiz Domingues - Baixo e Voz.